Redescobrindo o Rio Carioca

Um roteiro a pé em homenagem ao curso d’água que matou a sede dos cariocas por séculos, desenhou o traçado de um bairro e hoje tenta sobreviver à cidade grande.

A história do rio Carioca se confunde com a própria história da Cidade do Rio de Janeiro, com a história de sua organização sócio-espacial e na relação dos seus habitantes com os ecossistemas localizados em áreas urbanas. Outrora a principal fonte de água doce da cidade, o Rio Carioca foi desviado, canalizado e posteriormente, coberto por ruas. Hoje, com uma fração do volume de água de outros tempos, ele só pode ser visto em 3 pontos. O primeiro deles, a nascente, na Floresta da Tijuca, as margens do caminho do Trem do Corcovado. Depois, logo após a encosta, onde começa o bairro do Cosme Velho. É nesse ponto que começa o nosso tour, diante de uma visão do que resta do Rio. Dali, iremos percorrer seu trajeto, falar sobre sua história e importância, e admirar as construções históricas erguidas diante da calha do Rio Carioca.

Nosso passeio termina na foz do Rio, onde poderemos ver claramente as imensas transformações que a cidade – e o próprio rio – sofreu durante quase 500 anos de história. A caminhada é de aproximadamente 4km e feita com tranquilidade, em cerca de 3 horas.

 

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De Santo Antônio a São Bento

O roteiro começa no Largo da Carioca, centro popular da cidade desde o Brasil Colônia. Visitaremos a Igreja do Convento de Santo Antônio, de onde teremos uma bela vista para o Centro Histórico. Seguiremos em direção à Praça XV, passando pelo último oratório público ainda existente no Rio de Janeiro e pela antiga catedral da cidade, onde imperadores foram coroados e que guarda os restos mortais de Pedro Alvares Cabral. Visitaremos a Candelária, que de pequena ermida tornou-se a mais grandiosa igreja da cidade. De lá seguiremos até o Mosteiro de São Bento, conhecendo internamente essa joia do barroco brasileiro.

 

Orla Flamengo

Conheça uma das regiões mais charmosas do Rio em um roteiro da igreja favorita da família real ao parque favorito dos cariocas. Do Outeiro da Glória até o Monumento ao fundador do Rio, Estácio de Sá, veja de perto construções e marcos importantes da história do Rio de Janeiro. O padroeiro do Rio nos recebe para iniciar a caminhada que vai revelar as transformações culturais ocorridas nos bairros que foram os primeiros a serem ocupados na zona sul carioca.
Começamos no Outeiro da Glória, onde do alto, uma irmandade religiosa existente desde o século XVIII que encantava a todos os viajantes que chegavam na Baía de Guanabara. E não foi diferente quando a família real aportou por aqui. Dom João se encantou e frequentava a Igreja com regularidade. Dom Pedro II a elevou a condição de Irmandade Imperial e seus descendentes até hoje são membros.
Veremos também o Hotel Glória, que representa todas as histórias de eventos e festas que começaram a ocorrer na cidade a partir dos anos 20. Hoje só há a lembrança dos tempos áureos onde os hospedes eram personalidades como Albert Einstein e Madonna, além dos bailes de carnaval com Clóvis Bornay.
A TV Manchete do Grupo Bloch teve sua sede ao lado do antigo hotel em um prédio projetado por Oscar Niemeyer e encantou os brasileiros com seus programas e novelas nos anos 80 e 90.
Também veremos o Pavilhão Japonês, projeto de Affonso Eduardo Reidy; a primeira sede do Clube de de Regatas Flamengo, edfícios marcantes como o Seabra, o Praia do Flamengo e o Select; o Castelinho do Flamengo, o Teatro de Marionetes Carlos Werneck e a foz do Rio Carioca, a principal fonte de água doce da cidade no período colonial.
Terminamos no Monumento a Estácio de Sá, fundador do Rio de Janeiro, de onde se pode apreciar uma das vistas mais memoráveis do Rio!

DO ONTEM AO AMANHÃ

Da Praça XV à nova Praça Mauá testemunhe 500 anos de transformações na cidade do Rio de Janeiro. O ponto de partida desse passeio é a Praça XV de novembro, mas que nos primórdios da cidade era a principal porta de entrada de viajantes e mercadorias que chegavam e faziam parte do desenvolvimento do Rio. Caminhando por prédios com o Paço Imperial, passando pelo Arco do Teles, Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – e Casa França Brasil, vamos ao encontro do futuro. A Orla Conde nos leva por um caminho contemporâneo totalmente revitalizado até a Praça Mauá, onde encerramos nosso passeio no belíssimo conjunto do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio – MAR. E por falar em Mauá… O velho Barão assiste a tudo do alto do seu pedestal talvez lembrando o seu pioneirismo empreendedor ao trazer as ferrovias para o Brasil no século XIX ou achando genial o VLT, esse novo transporte que passa bem ao seu lado sem ruídos e sem fumaça.

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RIO DE GLÓRIAS

De jardins do tempo do império até o modernismo de Burle Marx descubra paisagens e intervenções que contam a história da cidade. O ponto de partida desse passeio é o Palácio do Catete, chamado também de Museu da República, onde se pode conhecer seus jardins e as histórias dos presidentes da república que por ali passaram. O prédio foi construído ainda no império e tem em sua decoração elementos que era moda nesse período para a elite do país. Não foi descaracterizado no período republicano, mas ficou marcado pela história do Presidente Getúlio Vargas.
Seguindo pela praia do Flamengo sentido ao bairro da Glória, o que se revela diante dos olhos são prédios (vistos de forma panorâmica) que mudaram a realidade do Rio em diversos momentos, como a Tv Manchete – Prédio de Oscar Niemeyer que abrigou uma das emissoras de televisão mais famosas e modernas na década de 80 e 90; o Hotel Glória – Primeiro Hotel Cinco Estrelas do Rio, aberto para a Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil; o Outeiro da Glória – Local de uma antiga fortaleza francesa que deu lugar a Igreja preferida pela Família Imperial Brasileira; o Memorial Getulio Vargas – Exposição em 360º sobre a história de Getúlio Vargas e a SEAERJ – Primeira estação de tratamento de esgoto do Rio de meados do século XIX, e a partir de então, a cidade se tornou a segunda capital no mundo a ter esse sistema de tratamento.
Ao atravessar para o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes esse roteiro revela o Mausoléu dos pracinhas que lutaram na Segunda Guerra Mundial, exaltando o passado. Mas localizado diante desse monumento podemos ver a Marina da Glória onde a modernização trazida pelas olimpíadas se faz presente lado a lado com a História.

 

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CENTRO HISTÓRICO

Incluindo os principais pontos de interesse histórico no Centro do Rio de Janeiro, nosso roteiro vai lhe mostrar o principal palco da história do Brasil, na única cidade que foi capital da colônia, do império e da república. Visitaremos a Praça XV, local de desembarque da família real portuguesa em 1808 e centro nervoso do país por pelo quase dois séculos, e ainda hoje importante local de agitação política e popular. Veremos a Cinelândia e entenderemos as transformações que visavam transformar o Rio de Janeiro na Paris dos Trópicos; e o Largo da Carioca, centro popular e patrimônio da cidade, com suas igrejas e o Mosteiro de Santo Antônio.

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MORRO DA CONCEIÇÃO E PEQUENA ÁFRICA

De importância histórica já que essa região foi uma das primeiras ocupadas no Rio de Janeiro, esse cantinho guarda ainda um clima de cidade do interior com suas casas pequenas, janelas e portas abertas, crianças brincando na rua e tradições mantidas em meio aos arranha-céus do centro financeiro da cidade. É uma espécie de viagem a um universo contrastante com os arredores que guarda relíquias históricas e muita cultura, principalmente relacionada a cultura negra.
O ponto de partida é a nova Praça Mauá, símbolo da revitalização da zona portuária do Rio.
O Morro da Conceição apresenta ainda um clima de cidade do interior, com ruas calmas e janelas e portas abertas. Não é incomum ver crianças brincando pelas ladeiras e vizinhos conversando na janela ou na porta de casa. Muitas aliás que tem importância história e ainda apresentam em sua fachada a data de quando foram construídas. Ali também funcionam muitos ateliês de artistas, identificados em sua entrada com uma bola vermelha, e bares e restaurantes bem interessantes: destaque para o Imaculada, charmoso restaurante logo na entrada, e o Armazém da Rua do Jogo da Bola, tradicional boteco local – onde é proibido tirar foto.
O nome do local é porque quando da construção do Mosteiro de São Bento a igreja de Nossa Senhora da Conceição foi transferida para o alto desse morro. A Igreja ainda existe e fica dentro do complexo da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição, construída em 1713 para se tornar um dos pontos estratégicos para defesa da cidade do Rio de Janeiro após a invasão francesa dois anos antes, e que abriga hoje o Serviço Geográfico do Exército – onde estão importantes documentos históricos.
Ao lado está o Observatório do Valongo, sede do curso de graduação de Astronomia da UFRJ. Também o Jardim Suspenso do Valongo, construído em 1906, como parte do muro de contenção e concebido para ser um jardim romântico destinado a passeios..
Não vai ficar de fora a Pedra do Sal, que recebe esse nome pois é a rocha onde se descarregava o sal que chegava do cais do porto. Com forte influência cultural dessa época, somada a cultura de estivadores que ali se reuniam após o expediente para rodas de samba, o local é considerado o berço do samba carioca – a Pedra do Sal deu origem aos primeiros ranchos carnavalescos, afoxés e pontos ritualísticos na metade do século XIX. Até hoje o local reúne, principalmente nas segundas e sextas, frequentadores que fazem as tradicionais rodas de samba, tornando o local destino de muitos turistas e moradores que procuram diversão com o samba de raiz. Nos arredores barracas e bares mantém a tradição de reunião de amigos com alguma influência da culinária da época dos escravos, como o famoso Angu do Gomes que tem como prato principal o angu, um dos pratos que era a alimentação base da população mais pobre e dos africanos escravizados no período colonial e imperial.

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PETRÓPOLIS IMPERIAL

Ao passear pelo Centro Histórico de Petrópolis nos transportamos para o século XIX, época em que o Imperador Dom Pedro II passava suas longas temporadas de verão de aproximadamente seis meses na Serra.
A cidade nos convida a seguir os passos do Imperador visitando os seguintes atrativos históricos:
A Catedral São Pedro de Alcântara, construção em estilo neogótico francês. Abriga a Capela Imperial e restos mortais de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, Conde d`Eu e Princesa Isabel.
Um ótimo lugar para visitar e aprender sobre a identidade petropolitana é a Av. Koeler, lugar que se pode apreciar os palacetes em estilo eclético do século XIX.
O Palácio de Cristal, construído na França em estrutura pré-moldada de ferro fundido e inaugurado em 1884 para abrigar exposições de produtos agrícolas.
O Museu Imperial, palácio construído em estilo neoclássico para ser residência de verão de Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina.
Ainda no Centro Histórico, o Museu Casa de Santos Dumont, pitoresca residência de verão do pai da aviação e o Relógio de Flores, construído em 1972 em comemoração aos 150 anos da independência do Brasil.
O Trono de Fátima, santuário em homenagem à N. Sra. de Fátima, possui capela e sala de ex-votos.
E o Palácio Quitandinha, construído para ser o maior cassino hotel da América do Sul. Seus salões em estilo hollywoodiano da década de 40 estão abertos a visitação.

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SANTA TERESA

Localizada entre o centro da cidade e a zona sul, o bairro de Santa Teresa é uma região histórica do Rio de Janeiro, com construções da época do império inspiradas na arquitetura francesa e possui uma rica e diversificada identidade cultural. Recebe esse nome pela presença do Convento de Santa Teresa construído em 1750, uma das principais referências visuais na época do império, sendo avistado de inúmeros pontos da cidade. Foi ocupada pela classe alta que passou a frequentar a região como alternativa ao centro populoso que começou a adensar e, em 1850, recebeu inúmeros habitantes que fugiam do surto de febre amarela, pois sua localização no alto de uma serra era privilegiada, afastando a possibilidade de contato com as áreas de contágio. A grande atração eram os bondes que, no início, eram tracionados por mulas e realizavam a subida pelas ruas Almirante Alexandrino e Joaquim Murtinho para, mais tarde, com o avanço da luz elétrica em 1896, os bondes ganharem motores e ampliarem seu percurso, cruzando o bairro até o antigo Aqueduto da Carioca.

Considerada o Montmartre Carioca por abrigar artistas e intelectuais das mais diversas origens, Santa Teresa é um bairro repleto de ateliers, museus, estúdios e pontos de encontro da boemia carioca. É um bairro formador de opinião, com participação ativa nas questões políticas e culturais da cidade, e possui uma das mais antigas associações de moradores do Rio de Janeiro, a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa. No entorno do Largo do Guimarães existe um polo gastronômico com inúmeros estabelecimentos tradicionais, além de um comércio local que atende as necessidades dos moradores da região.

Santa Teresa é um ponto turístico amplamente visitado hoje em dia, atraindo visitantes de todos os lugares do mundo. Após sua revitalização, vários destes visitantes fixaram suas residências na região, ampliando ainda mais o intercâmbio cultural – especialmente imigrantes europeus, que se identificam com a arquitetura e estilo de vida. Locais como o mirante da Chácara do Céu e seu museu, mirante do Parque das Ruínas, Escadaria do Convento de Santa Teresa, Museu do Bonde, entre outras atrações fazem de Santa Teresa um destino obrigatório pra quem realmente curte cultura e história.

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